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Produtos nacionais ganham vantagem com queda de importações; entrega e operação viram critério

· Financeiro · Código Laranja

Supervisão editorial: Maicon Ramos, Mentor Certificado Oficial Shopee

Pacotes de papelão fechados sobre bancada de madeira ao lado de um aplicador com fita adesiva laranja.

Com a isenção do imposto de importação em compras até US$ 50 desde maio de 2026 e o dólar em queda, produtos nacionais e importados aproximaram os preços. O resultado desloca a competição do preço para a operação: entrega rápida, estoque disponível e pós-venda ágil agora definem quem vende mais na Shopee e em outros marketplaces.

A mudança tributária, em vigor desde 12 de maio, zerou o Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 feitas em plataformas certificadas no Programa Remessa Conforme. O ICMS, porém, continua sendo cobrado, com alíquotas que variam de 17% a 20% conforme o estado. Em oito de maio, o dólar encerrou em R$ 4,89, o menor nível desde 2024.

Douglas H. Souza, CEO da Dogama (marketplace B2B de dropshipping nacional), resume o impacto: "Com a diferença de preço menor, o fornecedor nacional precisa competir pela qualidade da operação. Ter estoque no Brasil, entregar rápido e resolver problemas com facilidade passa a valer mais."

Um levantamento sobre o consumidor digital, publicado em janeiro de 2026, aponta o frete caro como o principal motivo de desistência de compra, citado por 57% dos entrevistados, seguido pelos prazos longos, mencionados por 35%. A vantagem do produto nacional é evidente: não passa pela alfândega, reduzindo incertezas no prazo e facilitando devoluções e trocas.

O que muda para o vendedor

Fonte: Terra.