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Devolução consome até 65% do valor do produto; saiba como reter receita

· Financeiro · Código Laranja

Supervisão editorial: Maicon Ramos, Mentor Certificado Oficial Shopee

Caixa de papelão aberta ao lado de prancheta com caneta laranja sobre mesa de madeira, ilustrando devoluções.

Um relatório divulgado em 28 de julho de 2026 revelou que devoluções de produtos na Shopee deixaram de ser exceção contabilizada numa única linha da planilha para se tornar um vazamento estrutural na margem dos lojistas. Segundo estudo da Confi, por meio da Neotrust e da AfterSale, em parceria com a E-Commerce Brasil, baseado em transações de mais de sete mil lojas, uma devolução pode consumir até 65% do valor do produto quando somados frete de retorno, triagem, reprocessamento e perda de valor da peça.

No primeiro semestre de 2026, 58% das solicitações de devolução terminaram em estorno, e 42% foram convertidas em vale-compras. A diferença entre as duas saídas é financeira: o estorno reverte 100% da receita e ainda cobra o custo logístico. A troca mantém a receita íntegra na casa. O impacto é proporcional: a taxa média de retenção de receita está em 42%, quando o esperado é 55%.

O problema varia por categoria. Calçados devolvem de 16% a 20% dos pedidos; moda, de 12% a 18%; e moda fitness, de 15% a 18%. No outro extremo, eletrônicos ficam entre 2% e 5%, e livros entre 1% e 2%. A distância entre 1% e 20% não é variação estatística — é outro negócio operando sob a mesma provisão de devolução.

A maioria das devoluções (55%) é questão de tamanho: o cliente quer o mesmo produto em outro número. Arrependimento responde por 15%, defeitos por 12%, expectativa não atendida por 8%, e problemas logísticos por 5%. Segundo o estudo, a onda de devolução chega depois da onda de venda, sempre — cerca de 20% dos reembolsos do ano se concentram entre novembro e dezembro.

O que muda para o vendedor

Fonte: E-Commerce Brasil.